Usemos o que está escrito aqui, mais como instrumento para startar objetos de análise, no sentido de contribuir para a análise deste tema tão complexo, por favor:
Para se tratar de propostas de mudanças de paradigmas na educação temos que primeiro entender fatos emblemáticos da realidade que ai estão, os quais existem justamente por não se estar fazendo distinção adequadamente do que é: Sistema Escolar com suas vertentes em ação e, por conseguinte, seus distanciamentos com as realidades a serem propostas para o Sistema Educacional.
É como estar dividindo para destruir e não para construir. É como acostumar alguém a valorizar conceitos de vida vegetariana, mas na hora da prática da alimentação servi-lo somente com carne de churrasco.
Coisa simples de se ver:
O mundo está conectado, e as pessoas acostumaram a ser assim, mas o aluno ao chegar naquilo que chamamos de sala de aula, encontra um ambiente, totalmente desprovido, de substâncias para que ele consiga seguir o ritmo ao qual se desenvolveu e manter-se em evolução.
Então, sua saída, é abstrair-se e tentar voltar aos seus costumes diários, mesmo que você lhe dê ferramental tecnológico para lidar com o problema que ali está.
A escolha de objetivos ilhados longe do sentir-se que caracteriza o ser humano aprendente com seus anseiros, que ali está, já não pode ser mais aceitável.
Ele precisa de ideias concretas e participar do planejamento daquilo que se quer atingir, pois se estamos falando de estar-se conectado tratando da dinamicidade do evoluir cognitivamente para este século, a sala de aula, deve ser, e pode ser, “que incrível isto, não?”, um universo que garanta o processo natural de pensamento do ser humano, para que produza resultados concretos no mundo.
Já foi o tempo, em que a escola com suas grades escolares, podia ater-se em ensinar um engenheiro a fazer cálculos em seu caderno, para lançá-lo no mercado.
Hoje ele é um profissional liberal usuário de sistemas que aprendeu na sua instituição de origem, acostumar-se a participar com outros padrões de usuários, todos lidando com aparatos e mais aparatos de ferramentais na busca de produções arquitetônicas e estruturais.
É a mudança do paradigma que não ocorreu somente na engenharia, mas em todas as profissões, e não parará de evoluir, pelas necessidades do contexto social que ai está.
A escola tem que estar adequando-se constantemente a estas mudanças, seguindo tendências naturais da vida corporativa, pelo social e econômico, no sentido de vida capitalista que se nos apresenta.
É o que promove as mudanças, e vai continuar em busca cada vez mais intensa de transformação.
O contexto de instituições de ensino, tendo seus colegiados desvinculados por área de concentração, e mais: nos próprios centros, por áreas disciplinares, isto é um absurdo. Essa desagregação foge completamente da realidade.
A resposta à pergunta: A qual departamento você pertence?, deveria ser: Ao Departamento do Saber em: tais e tais conhecimentos...
E a resposta à pergunta a qual curso você pertence?, deveria ser: Ao curso da vida, na área tal e tal...
Mas, como fazer isto ser detalhado mais naturalmente?
Eu creio que o simples relatar de uma questão que ocorre hoje nas instituições possa nos dar um vislumbre da questão:
Hoje ao citarmos o tripé das IEES, encontrarmos o contexto onde seus professores amarram seus burros com projetos de todas as instâncias, para cumprir com a natureza da dedicação do mesmo.
Mas, o fato, da instituição ficar esperando que um dado professor, tenha uma grande ideia, de fazer um tal grande projeto, para que este tão grande projeto, lhe dê um número de carga horária que lhe é obrigatório ter para cumprir com suas obrigações de funcionário da instituição, me parece coisa de antes da criação.
Qualquer pensamento idiota na tentativa de realçar alguns detalhes vai tratar do assunto com desprezo, pois não se chega num acordo. Há algo profundamente destrutivo ai, mas que todos aceitam de bom grado, como bois e vacas andando no pasto que lhes foi dado para alimentação, para não acusar ninguém de seres impensantes.
Agir como se o mundo científico tivesse que produzir seus resultados, somente para mostrar para si mesmo, que fazendo isto já comprovou sua importância de contexto, tratar da realidade das necessidades do Sistema Educacional, como escola sendo institivamente desagregada, pois se é escola, deve ser tratada como pertencente de uma realidade distante das necessidades vitais da sociedade, pois sendo compostas por estudantes estes não podem se responsabilizar por nenhuma necessidade fora de si.
Estudante é sempre estudante, e nada mais do que estudante. Este pensamento, por exemplo, justifica a existência de professores, indo atrás de lançar projetos criados por si mesmo, totalmente desagregados de outros e existindo somente por existir. Pobreza absurda.
Propondo algo...
Por que, não transformar o sistema escolar e educacional, em um plano global, de satisfação de demandas sócio/políticas/econômicas/.../e; seja lá o que for, mas que seja uma necessidade em que o aluno e a instituição esteja tomando consciência, e se lançando em disciplinas e projetos para satisfazer a questão em um plano próximo e real?
A ideia e objetivos de projetos não precisam ser documentados por professores, pois não deve ser eles que lançam projetos, mas sim um controle natural de necessidades dinâmicas provindas da realidade social.
As desmandas que já estão ai, e se transformando dinamicamente, queiramos ou não.
Não dá para se propor um projeto, desagregado tentando satisfazer algumas lacunas, com seus objetivos, mas que, também, ficarão estanques, e daqui a pouco, já não condizendo com a realidade, pois passou, e não se adequou em novos e intrigantes, interligados e reais objetivos que o próprio contexto ditou por suas necessidades.
A entidade Escola tem uma alma chamada Educação, com suas potências, é um ser que deve ser respeitado.
Ao se pensar em algo futuro por este ser chamado escola deve-se gerar ação, que denotada como objetivo crie o respaldo que o objetivo deva realizar evoluindo-se constantemente, para a preparação do constante, planejar e agir.
Maquinalmente falando é isto ai!, mas ao considerarmos que estamos falando de seres humanos agindo como a força motriz ai presente, torna-se necessário um conteúdo emotivo fortemente ligado a esses propósitos, tratando de detalhes, com imagens claras, por um diálogo interno positivo motivando o agir.
Está ai explicado a necessidade de ação via projetos sobre demandas de necessidades, para a pesquisa e realizações sociais em todos os seus âmbitos.
O aluno enquanto aluno, deve ganhar para estudar? E ganhar mais que os outros se se sobressair em seus estudos?
O costume de dar bolsas para suprir necessidades sociais e políticas no país, já é aceito, por que não idealizar a cessão de bolsas que transforme o aluno num potencial pesquisador de primeira qualidade, sendo motivado a participar de projetos em contexto de realizações em bairros e zonas de necessidade por que sua ação foi e está explicada e protegida por estatutos e regimentos de lei, etc.
Alguns devem estar pensando: mas, que cara louco!
A resposta a esta questão, poderia ser: Este pensamento não iria por exemplo, transformar a necessidade de se estar mudando a maioridade penal, para 15 anos?
Gerar jovens motivados e envolvidos com a sociedade como bons cidadãos, não deve ser em primeira instância o objetivo da própria escola? Afinal quanto custará para maner um garoto de quize anos na prisão, só porque jugou-se que ele mereceu estar ali?
Mas, a escola continua a estar desagregada da sociedade, e de suas instituições, principalmente da família em seus problemas, e isto tem que ser transformado já!
Para uma escola participativa agindo sim como uma entidade social, se no decorrer do caminho falar em algo por um instante, ou se ocorrer desmotivações por alguns instantes, não haverá problemas, pois grosso modo, ela está fazendo algo mais pontual, e isto não será uma prova de incapacidade, mas, sim, um momento de avaliação ou de reajustes de rota, pois pode agindo assim, mais participativamente, fazer suas mudanças para encontrar o melhor e evoluir, fortalecendo o seu senso de autoeficácia, para poder realizar o que a princípio tinha sido o início de seus planejamentos em objetivos, os quais agora se transformaram.
Afinal, não é isto mesmo o que ocorre conosco?